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A mostrar mensagens com a etiqueta Miguel Silva Machado

EM MEMÓRIA DO CORONEL ALBERTO RIBEIRO SOARES (1938-2026)

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Faleceu no passado dia 26 de Outubro o Coronel de Artilharia, Alberto Ribeiro Soares. Escrevo estas linhas com muita  consideração e respeito pelo que de Ribeiro Soares conheci e pela amizade que sempre me dispensou. Não é um texto sobre a sua vida e longa carreira militar. Sendo certo que cada um escolhe o seu caminho de acordo com as circunstâncias que o rodeiam, muitas imprevisíveis, também é certo que em determinadas alturas, mesmo sem isso se valorizar, uma simples conversa, pode mudar muita coisa. Acho que foi um destes momentos, uma troca de impressões com o Coronel Ribeiro Soares, que me fez despertar para uma nova maneira de olhar para uma área de trabalho em que já estava, mas que acabei por aperfeiçoar nos últimos 10 anos de vida militar. Confesso não recordar exactamente como começamos a trocar correspondência. O Coronel Ribeiro Soares, na Reserva desde 1989, escrevia em jornais e revistas, deve ter sido a partir daí, dessa sua intervenção púbica e de comentário meu...

KAÚLZA DE ARRIAGA E AS TROPAS PARAQUEDISTAS

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O General Kaúlza Oliveira de Arriaga teve longa e chegada ligação às Tropas Paraquedistas Portuguesas. Muito desse percurso é conhecido, o próprio general escreveu sobre isso, mas parte ainda é desconhecido ou mal compreendido. No passadio dia 7 de Julho de 2026, a convite da Associação da Força Aérea Portuguesa (AFAP), tive oportunidade de falar sobre este tema, na presença de familiares e amigos do General Kaúlza, na ocasião em que a família ofereceu à AFAP um importante espólio de documentos, livros, fotografias e objectos que lhe pertenceram.   Sendo uma das áreas da história das tropas paraquedistas que investiguei e continuo a investigar, foi para mim um privilégio ter tido esta oportunidade. Aqui fica o texto lido nessa altura, na esperança que possa estar contribuir para o melhor conhecimento da história das tropas paraquedista e das forças armadas portuguesas. 7 de Julho de 2026 – Associação da Força Aérea, Tenente-Coronel Miguel Silva Machado «…A ligação do gene...

1 DE JULHO DE 1956, O BATALHÃO DE CAÇADORES PARAQUEDISTAS SALTA SOBRE LISBOA E RECEBE O ESTANDARTE NACIONAL

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Datas marcantes não faltam este ano de 2026, para quem quiser homenagear as Tropas Paraquedistas no seu 70.º aniversário, sejam os próprios boinas verdes, sejam outros militares ou governantes… No próximo dia 1 de Julho de 2026, mais uma data muitas vezes esquecida: o nosso primeiro “Dia das Forças Aéreas”(*). Nesse dia 1 de Julho de 1956, Domingo, as festividades incluíram um Festival Aéreo no Aeroporto da Portela de Sacavém, como então se designava o aeroporto de Lisboa. Foi a primeira vez que o Batalhão de Caçadores Paraquedistas realizou um “salto em massa” sobre Lisboa (4 JU-52/40 paraquedistas). Não tenho a certeza se mais alguma vez tal sucedeu na capital! Para o descrever socorro-me de um artigo (não assinado) que foi publicado em Setembro de 1956, no n.º 1 do “SALTA, Orgão mensal do paraquedista", jornal do Batalhão de Caçadores Paraquedistas e do “ Diário de Lisboa” desse mesmo dia 1 de Julho, visto tratar-se de um jornal vespertino. Pelos termos usados no “Salta”...

MOTEL SLJEME TROGIR, A CAMINHO DE SARAJEVO, 05/06JAN1996

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Foto de 6 de Janeiro de 1996, quando saímos para Sarajevo.  Quando parti de Lisboa para Sarajevo a 5 de Janeiro de 1996, integrado no “Destacamento de Ligação” – às estruturas multinacionais – da Missão das Forças Armadas Portuguesas na Implemetation Force da NATO na Bósnia e Herzegovina, passamos a primeira noite na Croácia. Na altura não liguei muito ao local, tirei umas fotografias, a preocupação era o dia seguinte, o destino, Sarajevo. Chegamos a Split desde Lisboa, via Zagreb, em voo comercial, primeiro na Lufthansa e depois da capital croata na Air Croácia. Só no dia seguinte para Sarajevo o trajecto seria em avião militar, um C-130 da Força Aérea francesa.   No Aeroporto de Split a caminho do C-130 que nos levaria a Sarajevo Com o passar dos anos e olhando para as fotos – nas quais o nome do hotel não constava – interessei-me por esta primeira noite e comecei a procurar. Não foi fácil, mas o Google faz milagres e lá dei com o “Motel Sljeme Motel". E afinal, nos se...

Conferência, "O essencial da História das Tropas Paraquedistas Portuguesas, 1955-2025"

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Aqui deixo o vídeo e algumas fotos – da autoria do Armando Dinis Marques – sobre a Conferência que proferi no passado dia 20 de Outubro de 2025, no Palácio da Independência em Lisboa. Clicar em: https://www.youtube.com/watch?v=-19ol5mxMj0&t=2174s Renovo os meus agradecimentos ao Instituto Bartolomeu de Gusmão e à Sociedade Histórica da Independência de Portugal a oportunidade que me deram de apresentar este tema ao qual me dedico pelo menos desde os anos 90 do século passado;   Um especial agradecimento também a cada um e a todos os que quiseram estar presentes no Salão Nobre da SHIP, quer aos amigos quer aqueles que não conhecia mas se interessam pelo assunto e ali estiveram, fico reconhecido. Fiquei ainda sensibilizado por ver na sala, dois oficiais da Força Aérea Portuguesa com elevadas responsabilidades na preservação e divulgação do seu acervo histórico, o Coronel Carlos Mouta Raposo, Director do Museu do Ar e o Coronel Caixeiro António, Director do Arquivo Histórico d...

PARAQUEDISTA CONHECES A TUA HISTÓRIA? (XIII) OS POEMAS DE ANDRÉ ZIRNHELD E LUÍS TINOCO DE FARIA

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  As Oração e Prece de um Paraquedista, poemas adaptados a essa finalidade, são conhecidas da generalidade dos paraquedistas portugueses. Participam na criação e fortalecimento do espírito de corpo dos boinas verdes. Agora, em 2025 quando pela primeira vez é publicada, em França, uma biografia de André Zirnheld – 83 anos após a sua morte em combate – vamos abordar o percurso em Portugal destes poemas que tanto motivaram e ajudaram milhares de boinas verdes ao longo da vida, especialmente nos momentos de maior dúvida ou dificuldade. Escrever “Oração” ou “Prece” foi opção tomada entre nós ao longo dos anos - quase sempre - para distinguir os poemas de Tinoco de Faria e Zirnheld. A “Prece” do francês André Zirnheld, é anterior à de Tinoco de Faria, foi escrita em 1938.   O jovem Aspirante paraquedista dos SAS franceses, era antes da guerra filosofo e poeta, e este foi um dos poemas que escreveu sem divulgar. Depois da descoberta do seu caderno de poemas, quando morreu em comb...