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PARAQUEDISTA CONHECES A TUA HISTÓRIA? (XV) GENERAIS PARAQUEDISTAS

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A expressão “Generais Paraquedistas” é muitas vezes usada em sentido lato, englobando mesmo os que não tenham desempenhado funções de comando das tropas paraquedistas. Nos seus 70 anos de história vários foram os boinas verdes que alcançaram postos de oficial general, uns comandaram os paraquedistas outros não, vamos ver quem foram e algumas particularidades destes e dos seus cargos, dentro e fora da organização paraquedista. Julgo importante clarificar previamente alguns aspectos gerais que se aplicam a todos os paraquedistas, os quais é natural que muitos leitores possam desconhecer Curso de paraquedismo e curso de paraquedista. Nos dias de hoje “militar paraquedista” não é exatamente o mesmo que “boina verde”. Entre 1955 e 2018, qualquer militar que concluísse o “ curso de paraquedismo ” recebia o distintivo do curso, vulgo “brevet” e a boina verde. Desde então quem conclui o “ curso de paraquedismo ”, recebe apenas o “brevet” (não recebe a boina verde), e não vai prestar serviç...

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA CESSANTE E A BOINA VERDE

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"...a boina verde, como mater símbolo de uma História e de uma Alma, sobrevive, e sobreviverá, sempre a entendimentos ou despachos normativos de conjuntura..." Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República, 22SET2022   Em 2022 publiquei o livro "A Boina Verde das Tropas Paraquedistas Portuguesas, História Legislação, Tradições e o seu uso desde 1955" . O objectivo foi dar a conhecer o que era e o seu significado profundo para os militares paraquedistas, numa altura em que no Exército a legislação relativa a esta boina – e também à de cor vermelho e verde-seco – tinha sido alterada. Em 2019 deixou de constar em Diário da República na Portaria do Regulamento de Uniformes do Exército e apenas referida num (confuso!) despacho do Chefe do Estado-Maior do Exército. Este facto deu origem a muita polémica dentro e fora do Exército, houve mesmo alterações nas normas internas do ramo terrestre, ajustadas consoante as dúvidas foram surgindo. A realidade é que no...

NÃO OS ESQUECEMOS! Em PESO DA RÉGUA e MOGADOURO

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Monumento aos Combatentes em Mogadouro do escultor Hélder de Carvalho Hoje, 24 de Janeiro de 2026, em Peso da Régua e Mogadouro, os boinas verdes caídos na Bósnia e Herzegovina ao serviço de Portugal, foram lembrados nesta data em que se assinalaram 30 anos da sua morte. Familiares dos Primeiros-Cabos Paraquedistas Rui Manuel Reis Tavares e Alcino José Lázaro Mouta e muitos camaradas desses tempos da primeira missão do Exército naquele país europeu, prestaram-lhes sentida homenagem Peso da Régua Pelas 10H30 da manhã, no cemitério de Peso da Régua, onde está sepultado Rui Tavares, presentes os seus pais, filho, nora e neto, amigos da Família, os pais e irmãs de Alcino Mouta e 80 camaradas de armas, a maioria boinas verdes veteranos da missão na Bósnia, alguns com as suas famílias. Em representação do Brigadeiro General Comandante da Brigada de Reação Rápida, em ambas as cerimónias deste dia, presente o Capitão Paraquedista Luís Lopes do 2.º Batalhão de Infantaria Paraquedista / Regim...

NOVO COMANDANTE DA BRIGADA DE REACÇÃO RÁPIDA DO EXÉRCITO PORTUGUÊS

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Para memória futura.. Fique claro nisto que escrevo, não estão em causa pessoas nem amizades, tive e tenho boas relações pessoais com oficiais não-paraquedistas e más com paraquedistas! Mas as coisas são o que são…e têm significado. Desde a sua criação em 2005/6 a  Brigada de Reação Rápida  (BrigRR) foi, até ontem, comandada por três oficiais generais oriundos das Tropas Paraquedistas (PARAQ), a especialidade com efectivos mais numerosos e com mais unidades regimentais; dois oriundos dos Comandos (CMDO); e nada menos que cinco oriundos das “OE – Operações Especiais”.   O último oficial general boina verde – ainda um Major-General, Carlos Perestrelo – tinha deixado o Comando da Brigada há 8 anos!   Hoje, 02 de Outubro de 2025, tomou posse o Brigadeiro-General  Paulo Luís Almeida Pereira, oriundo da Arma de Infantaria, oficial que concorreu às Tropas Paraquedistas quando estas estavam na Força Aérea Portuguesa, concluiu o Curso de Paraquedismo Militar em Outu...

EM DEFESA DOS HERÓIS DO ULTRAMAR E DE UM MUSEU NACIONAL DA GUERRA DO ULTRAMAR

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  Em Portugal temos alguma facilidade em homenagear os mortos, mas muita dificuldade em honrar os vivos. Quando se pretende homenagear, destacar um indivíduo, há sempre alguém que esgrima imediatamente com um qualquer facto menos abonatório da pessoa em causa, não raras vezes até meras suspeitas, e/ou, apresenta-se logo uma, duas ou mais outras pessoas, que esses sim, deveriam ser alvo da dita homenagem. Honra aos heróis Está no sangue português e qualquer leitor do maior poeta português de sempre, Camões - talvez apareça já alguém a dizer que não foi...há outros - sabe bem que a palavra “inveja” percorre várias estrofes. Não só, mas é também por este sentimento, a que se acrescenta a influência das ideologias de matriz marxista, que muitos dos heróis na Guerra do Ultramar, combatentes de excepção, mesmo os que foram distinguidos com ordens e medalhas militares da mais elevada precedência, continuam hoje no esquecimento. E muitos ainda vivos o que é mais doloroso de ver, esqu...