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EXPOSIÇÃO “MAIS ALTO”, SOBRE ENFERMEIRAS PARAQUEDISTAS

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Está patente em Lisboa no MAAT Central – a antiga central termoelétrica junto ao rio Tejo – a exposição “Mais Alto” de Margarida Correia dedicada a Enfermeiras Paraquedistas. Sendo uma temática que muito me interessa, fui ver e gostei. Acho que vale a pena visitar. Deixo para o final uma ou outra nota critica/sugestão…construtiva, acho. O fundamental da exposição assenta no espólio fotográfico de 10 enfermeiras paraquedistas e nas imagens recentes – uma de cada – de grande qualidade, que a autora – Margarida Correia – fez destas boinas verdes: Eugénia do Espírito Santo Sousa; Maria Arminda Santos; Rosa Serra; Maria de Lourdes Rodrigues; Giselda Pessoa; Aura Teles; Maria Emília Pereira Sousa; Maria Cristina Justino da Silva; Júlia Lemos (falecida, a foto mostra-nos a filha, Carla Sofia Lemos); Maria de Lourdes Lobão. Acrescem algumas imagens da revista Mais Alto da Força Aérea Portuguesa, ponto de partida da investigação da autora; uma foto do Museu das Tropas Paraquedistas; duas ou...

EM DEFESA DOS HERÓIS DO ULTRAMAR E DE UM MUSEU NACIONAL DA GUERRA DO ULTRAMAR

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  Em Portugal temos alguma facilidade em homenagear os mortos, mas muita dificuldade em honrar os vivos. Quando se pretende homenagear, destacar um indivíduo, há sempre alguém que esgrima imediatamente com um qualquer facto menos abonatório da pessoa em causa, não raras vezes até meras suspeitas, e/ou, apresenta-se logo uma, duas ou mais outras pessoas, que esses sim, deveriam ser alvo da dita homenagem. Honra aos heróis Está no sangue português e qualquer leitor do maior poeta português de sempre, Camões - talvez apareça já alguém a dizer que não foi...há outros - sabe bem que a palavra “inveja” percorre várias estrofes. Não só, mas é também por este sentimento, a que se acrescenta a influência das ideologias de matriz marxista, que muitos dos heróis na Guerra do Ultramar, combatentes de excepção, mesmo os que foram distinguidos com ordens e medalhas militares da mais elevada precedência, continuam hoje no esquecimento. E muitos ainda vivos o que é mais doloroso de ver, esqu...

Livro "A BOINA VERDE DAS TROPAS PARAQUEDISTAS PORTUGUESAS"

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A BOINA VERDE DAS TROPAS PARAQUEDISTAS PORTUGUESAS, História, Legislação, Tradições e o seu uso desde 1955. Miguel Silva Machado - 2022 Este livro conta em detalhe a história da boina de cor verde, a primeira a ser usada por uma especialidade militar em Portugal, as tropas paraquedistas.   Profusamente ilustrado com mais de 100 fotografias ao longo de 200 páginas, algumas absolutamente inéditas, relata-se como nasceu a boina e as diferentes simbologias que usou desde 1955. É apresentado o suporte legal que durante os anos na Força Aérea regulavam o seu uso, os problemas decorrentes da falta de legislação uma vez transferidos os paraquedistas para o Exército, a nova regulamentação e os acontecimentos de 2021 que deram origem a novas mudanças no uso da boina apenas concretizadas já em 2022. O livro inclui ainda um capítulo dedicado ao novo memorial em honra dos fundadores das tropas paraquedistas – Exordium –que se encontra no Regimento de Paraquedistas e uma republicação ...

REVER A HISTÓRIA, O ASSALTO FINAL JÁ COMEÇOU?

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Está neste momento em curso uma “campanha” de revisão da História da segunda metade do Século XX português. Mais cedo do que muitos possam julgar isto vai acabar por “bater” nas Forças Armadas como instituição e em muitos veteranos da Guerra do Ultramar como indivíduos. Porquê agora?  - A conjuntura é favorável em termos de governo – socialistas com apoio pontual ora do Partido Comunista Português ora do Bloco de Esquerda e início das longas comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, certamente com generoso orçamento;  - Talvez também pelos seus principais dinamizadores sentirem o tempo a fugir, afinal de contas a ordem natural da vida é o que é, para todos, nada a fazer, e querem deixar a “sua história” consolidada para a eternidade; - E, certamente não menos, a autojustificação dos que foram actores menores na descolonização, os principais já nos deixaram e talvez por isso o assunto tem sido adiado desde então. Criminalizando-se agora e amplificando os actos dos portugueses ...