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MOTEL SLJEME TROGIR, A CAMINHO DE SARAJEVO, 05/06JAN1996

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Foto de 6 de Janeiro de 1996, quando saímos para Sarajevo.  Quando parti de Lisboa para Sarajevo a 5 de Janeiro de 1996, integrado no “Destacamento de Ligação” – às estruturas multinacionais – da Missão das Forças Armadas Portuguesas na Implemetation Force da NATO na Bósnia e Herzegovina, passamos a primeira noite na Croácia. Na altura não liguei muito ao local, tirei umas fotografias, a preocupação era o dia seguinte, o destino, Sarajevo. Chegamos a Split desde Lisboa, via Zagreb, em voo comercial, primeiro na Lufthansa e depois da capital croata na Air Croácia. Só no dia seguinte para Sarajevo o trajecto seria em avião militar, um C-130 da Força Aérea francesa.   No Aeroporto de Split a caminho do C-130 que nos levaria a Sarajevo Com o passar dos anos e olhando para as fotos – nas quais o nome do hotel não constava – interessei-me por esta primeira noite e comecei a procurar. Não foi fácil, mas o Google faz milagres e lá dei com o “Motel Sljeme Motel". E afinal, nos se...

2023: EM MEMÓRIA DOS PARAQUEDISTAS MORTOS NA BÓSNIA

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No dia 11 de Novembro assinala-se o Dia do Armistício da 1.ª Guerra Mundial. A Liga dos Combatentes em Portugal assinala-o e em muitos outros países é a data escolhida para homenagear todos os que caíram no cumprimento do dever nas muitas guerras e operações militares que desde 1918 assolaram o mundo. Parece-me assim indicado dar hoje a conhecer as melhorias que estão neste momento em curso no Monumento que lembra os 5 paraquedistas caídos ao serviço de Portugal na Bósnia e Herzegovina. O monumento já no seu local actual, pronto para receber os melhoramentos. Recorda-se que a Câmara Municipal de Doboj, na República Srpska da Bósnia e Herzegovina, é a proprietária do monumento, foi-lhe oferecido em 2007 pelas Forças Armadas Portuguesas que nessa data suspenderam qualquer ligação àquele memorial. Em 2016, depois de um longo e tortuoso processo, a Liga dos Combatentes de Portugal "agarrou o assunto", assinou um protocolo com a autarquia local e assumiu parte das despesas anuai...

Nunca mais! E aí estamos nós de novo a assistir…

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Passam agora cerca de 30 anos que a Bósnia e Herzegovina esteve a ferro e fogo, nomeadamente a sua capital Sarajevo. Muito se escreveu então e depois sobre a destruição, a morte e os feridos, os milhões de refugiados. Realidades tremendas, com nomes, não se tratou de ficção. “Nunca mais!”, proclamou-se bem alto como tantas outras vezes ao longo da história, mas há sempre uma boa desculpa de um qualquer líder ou líderes, para voltar a acontecer. E aí estamos nós de novo a assistir. Tanto que se pode dizer, e claro que o pior o mais dramático, envolve as pessoas, mas a seu tempo outras dimensões da bestialidade começam a surgir, como o património perdido, parte nunca mais recuperado. Por se estar a antecipar mais destruição numa cidade que é reconhecidamente rica em património, Odessa, além claro de Kyiv, recordei este livro de um amigo italiano, que não devia ter sido necessário escrever. Quantas cidades da Ucrânia estão a ficar e vão ficar profundamente marcadas pela guerra? Miguel Sil...

A INFLUÊNCIA DO “SIMPLES” SOLDADO NA GRANDE POLÍTICA – IFOR/BÓSNIA 1996.

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  O destacamento avançado dos paraquedistas portugueses chegou a Split em 16 de Janeiro de 1996, e no dia seguinte (na foto) estavam em Vogošća - Sarajevo - em trânsito para Rogatica, onde ficaria instalado o Posto de Comando do 2.º Batalhão de Infantaria Aerotransportado .  Hoje vou dar palavra a algumas das pessoas que maiores responsabilidades tiveram no plano das decisões e no comando e controlo da missão portuguesa na Bósnia e Herzegovina em 1996. São opiniões de quem conheceu pontualmente o terreno, uns mais do que outros, mas acima de tudo de quem decidiu e teve acesso a muita informação do nível político-militar nos centros de poder nacionais e internacionais, formando opinião sobre o que significou desempenho militar no terreno. Nestes últimos 25 anos escrevi dezenas de artigos sobre as missões na Bósnia e Herzegovina, fui co-autor de livros, colaborei em programas de televisão e radio e fiz palestras sobre este assunto. Como é natural baseei-me na própria ...