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PARAQUEDISTA, CONHECES A TUA HISTÓRIA? (XII) O ESSENCIAL DA HISTÓRIA DAS TROPAS PARAQUEDISTAS

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  Este “livro de bolso” publicado em Janeiro de 2025 e agora em distribuição tem características que gostava de explicar, e também descrever um pouco como apareceu, no fundo a sua própria pequena história. É uma síntese, a intenção foi mesmo abordar o que considerei essencial, não se procure aqui mais do que isso. Encaixa-se numa ideia antiga – estava eu a iniciar este gosto pela nossa história aí pelos anos 90 do século XX – de distribuir a cada novo boina verde, um pequeno opúsculo que o elucidasse sobre a Família a que acabava de se juntar. Em anos recentes novamente esta possibilidade foi falada no âmbito da União Portuguesa de Paraquedistas, mas o assunto acabou por não se concretizar. Tem como primeiro público-alvo, os paraquedistas que estão no activo, especialmente os mais jovens, dar-lhes a conhecer o que antecedeu a sua chegada à Instituição, embora naturalmente também possa ter interesse para os que já saíram. Tem informação até à actualidade, podendo assim satisfazer a ...

O ADEUS AO GRIFO EM 1979

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  Em 05 de Julho de 1979 teve lugar aquela que foi, até então, a maior alteração na heráldica das Tropas Paraquedistas desde a sua fundação e acompanhou gerações de paraquedistas nos anos 80 e 90 do século XX. Um autêntico "adeus ao Grifo"!  Passam agora 42 anos sobre a cerimónia que formalizou esta mudança, em Tancos na Base Escola de Tropas Paraquedistas do Corpo de Tropas Paraquedistas da Força Aérea Portuguesa: a entrega da nova simbologia heráldica às unidades do CTP. Criado por Decreto-Lei do Conselho da Revolução em 5 de Julho de 1975, o Corpo de Tropas Paraquedistas, nascia legalmente neste mesmo dia em que o Regimento de Caçadores Paraquedistas era extinto, passam hoje 46 anos.  Para a nova organização, com comando em Lisboa e unidades em Tancos, Lisboa e São Jacinto, foi decidido criar nova heráldica – até porque, entretanto, a heráldica da Força Aérea que vinha de 1960 também tinha sido alterada (1978) – e a “figura” que tinha acompanhado os paraquedistas d...

BOINAS: TROPAS ESPECIAIS, MANTENHAM A ESPERANÇA!

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  Nos EUA o inicio do uso oficial da boina verde pelas Special Forces é motivo de monumento em Fort Bragg. John Fitzgerald Kennedy, Comandante Supremo das Forças Armadas, voltou a dar a boina verde às US Army Special Forces e os "Green Berets" não o esquecem!  Paraquedistas, Operações Especiais, Comandos, tenham esperança! Pode ser que um dia, mais perto que longe, haja um Comandante do Exército ou mesmo um Comandante Supremo das Forças Armadas que volte a olhar para vocês e faça justiça! Há muita gente que desvaloriza o assunto “boinas”, o qual desde Outubro de 2019 começou a assolar o Exército. Já nem falo na sociedade civil nem nos aparelhos partidários que têm assento na Assembleia da República, mas mesmo no Exército. Afinal de contas quem ficou prejudicado, desmotivado, foram "apenas" os militares das unidades de elite, uma minoria no contexto do Ramo terrestre. A Arma de Cavalaria viu a sua pretensão aceite pelo Chefe do Estado-Maior do Exército, José Nunes ...

“NIVELAR POR BAIXO”…

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O Sargento-Mor Pára-quedista Carlos Marcelino com 3 décadas de serviço nas Tropas Pára-quedistas prepara-se para receber um “brevet” especial que publicamente atesta as centenas de saltos que executou. Se a cerimónia fosse agora, estaria com boné de pala na cabeça. Teria para ele o mesmo significado? (foto Alfredo Serrano Sosa) É com mágoa que escrevo isto, mas o assunto é sério demais para calar! Por infeliz coincidência no dia em que passam 40 anos que conquistei a boina verde, soube de mais uma medida para desmotivar parte importante das pessoas que servem Portugal nas Forças Armadas. Os oficiais e sargentos paraquedistas, operações especiais, comandos e de cavalaria, com o Uniforme n.º 1, deixam de poder usar as respectivas boinas e são obrigados a usar o boné - “boné de pala” - que aliás alguns nunca tiveram: os Sargentos Paraquedistas. Não fiquei completamente surpreendido, não vale a pena desenvolver porquê, mas dói-me mesmo estando “fora”. Como tantos outros, ho...