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PODE PARECER MAS O PROBLEMA NÃO É "...O EXÉRCITO"

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Quem nunca conheceu o ramo terrestre pode ter uma ideia que não é justa. Em Tancos desde 1994, no Exército, já foram formados milhares de boinas verdes em cursos iguais aos de sempre. Os páras que combatem hoje na RCA foram formados no Exército. Bem entendido que sempre preferi a Força Aérea Portuguesa mas servi no Exército Português com profissionalismo e na medida das minhas capacidades como tantos outros antigos pára-quedist as da Força Aérea. Entre 1994 e 1997 estive nas unidades do CTAT/BAI, depois no Exército até 2001 e no EMGFA até 2005, mantendo sempre a qualificação pára-quedista. Isto "das boinas" não é contra o Exército, muitos dos seus militares estão indignados e irritados com a situação! O que está em causa é a medida em si, sem sentido e contraproducente para o próprio ramo terrestre! O Exército tem muita e muita gente boa! Recordo que neste ramo até me foi possível dizer e escrever livremente o que pensava. Claro que não foi aproveitado, mas fico...

A QUEM NÃO PERCEBE O QUE É A "MINHA BOINA"!

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A boina para os militares de elite em geral e em particular para os das Tropas Especiais do Exército Português, é muito mais que um artigo de fardamento que se recebe no depósito respectivo com as botas ou as calças! É um objecto de culto, é a alma do militar que a conquistou e a recebeu orgulhoso em cerimónia pública! Para toda a vida, por isso eu, reformado, escrevo isto! Ganho o mesmo no fim do mês se estiver calado! Isto não é uma bizarria minha, ou de uns lunáticos como eu, é assim um pouco por todo o lado, todos diferentes, cada país tem as suas tradições, mas o respeito por este símbolo é fácil de encontrar. É aliás muito curioso ver em alguns países amigos o valor que os seus chefes militares dão às "coberturas de cabeça"! Aqui fica uma amostra para reflexão! O CEMGFA espanhol (2017 a 2020), Fernando Alejandre, antigo pára-quedista numa cerimónia na Brigada Paraquedista com a sua antiga boina de paraquedista: O actual CEME britânico, Sir Mark C...

A BOINA VERDE TEM 35 ANOS - DEZEMBRO DE 1990

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Enquanto estive no serviço activo investiguei e publiquei vários textos sobre a Boina Verde. Aqui fica o primeiro, publicado em Dezembro 1990 na Revista Boina Verde, depois reproduzido, no seu todo ou apenas partes em vários outros locais. Miguel Silva Machado - 15JUL2020

A PALAVRA DO CAPELÃO PARAQUEDISTA CÉSAR FERNANDES

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Se fosse hoje o Capelão César seria felicitado pelo Presidente da República pela condecoração recebida depois da primeira missão na Bósnia...sem boina verde, com boné de pala. (Foto Alfredo Serrano Rosa) Do Capelão Pára-quedista César  Fernandes   uma das figuras das Tropas Pára-Quedistas no período do pós-Guerra do Ultramar, no CTP e já no Exército Português  nas Missões de Apoio à Paz e Humanitárias, recebo a seguinte missiva: “Tenho a certeza que fui um dos capelães Para-quedistas que, a o longo de 27 anos, mais viveu, sentiu e se identificou com o espírito desta Força de excelência no panorama das Forças Armadas Portuguesas. Para melhor compreender a sua mística, já com 28 anos, tirei o curso de Para-quedismo militar, conquistando a boina verde e o brevet, algo de que muito me honro e que, ao longo de todos esses anos, fui transmitindo aos mais novos. Como capelão, ministrei centenas de instruções, ensinando os hinos e o respeito a t...

ASSOCIATIVISMO PARAQUEDISTA, SERÁ AGORA?

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Não vale a pena fazer aqui a história do Associativismo Pára-quedista, pode sintetizar-se como um enorme esforço de boas-vontades e apego ao espírito criado em Tancos durante o serviço militar, mas também um rol de desencontros e iniciativas individualistas, raras vezes com continuidade. Terá que ser assim? Se o militar pára-quedista sabe que “no ar está sozinho é só ele e o pára-quedas”, será este o nosso destino, a desunião? Sou dos que acreditam que não! Se depois da aterragem e da dobragem sumária, reorganizamos e vamos cumprir a missão, sempre olhando para o binómio para ninguém ficar para trás, também agora, passados os anos de serviço activo, podemos e devemos reorganizar e cumprir esta última missão, a união com objectivos comuns. A história dos pára-quedistas já sofreu muitas e graves afrontas não vou agora detalhar, mas por estes dias que correm estamos perante um dos maiores ataques ao espírito pára-quedista e à mística da boina verde, senão mesmo o maior, de...

AINDA O NOVO REGULAMENTO DE UNIFORMES DO EXÉRCITO: ATENÇÃO AOS DETALHES!

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Alguns dos meus amigos têm ido ler o RUE e ficam a pensar que afinal nada se passa, a boina está lá referida! Pois está, mas notem bem dois aspectos: 1.º Não se sabe ainda (e a Portaria é de Outubro de 2019) o que são em concreto «... unidades, forças constituídas e cerimônias específicas das referidas especialidades...». E é nesse sentido que o novo Comandante da Brigada de Reação Rápida - com a especialidade Comando - tomou posse com boina preta e uniforme camuflado. A BrigRR não é da especialidade? Parece que não, apesar de quem serve no seu comando e estado-maior poder, por exemplo, fazer saltos em pára-quedas. Os pára-quedistas que servem no Comando e EM da brigada não podem usar a boina verde mesmo com o camuflado? 2.º No quadro que define quais os artigos de fardamento que se podem usar com o Uniforme N.º 1, na linha referente à Boina, os Oficiais e Sargentos não são contemplados, logo não a podem usar, mas sim o Boné. Ou seja, não foi um erro, a Boina está ...

SOBRE BOINAS, UM CASO NO US ARMY EM 2001

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US Rangers Em 2001 o então Chefe do Estado-Maior do Exército dos EUA, Eric Shinseki, decidiu que todo o US Army (menos Airborne e Special Forces) passaria a usar uma boina preta. Os Rangers usavam boina preta desde 1975 e ficaram furiosos. As suas associações mobilizaram-se, manifestaram-se publicamente, fizeram pressão no Congresso dos EUA e mesmo junto o Presidente George W. Bush que acabou por interferir no assunto. Resultado, o chefe do US Army levou a sua vontade (relativamente) por diante, (quase) todo o Exército passou a usar boina preta, menos: - Os Airborne mantiveram a vermelho-escura/marron; - As Special Forces a verde; - Os Rangers abandonaram a preta e passaram a usar uma nova, castanho-claro, semelhante aos SAS britânicos. Nestes incluíram-se 75th Ranger Regiment; Ranger Training Brigade; militares qualificados Rangers prestando serviço nos Special Operations commands (USSOC, USASOC, USSOC Joint Task Force, and Theater Special Operations Command)...