PARAQUEDISTA CONHECES A TUA HISTÓRIA? (XV) GENERAIS PARAQUEDISTAS


A expressão “Generais Paraquedistas” é muitas vezes usada em sentido lato, englobando mesmo os que não tenham desempenhado funções de comando das tropas paraquedistas. Nos seus 70 anos de história vários foram os boinas verdes que alcançaram postos de oficial general, uns comandaram os paraquedistas outros não, vamos ver quem foram e algumas particularidades destes e dos seus cargos, dentro e fora da organização paraquedista.

Julgo importante clarificar previamente alguns aspectos gerais que se aplicam a todos os paraquedistas, os quais é natural que muitos leitores possam desconhecer

Curso de paraquedismo e curso de paraquedista. Nos dias de hoje “militar paraquedista” não é exatamente o mesmo que “boina verde”. Entre 1955 e 2018, qualquer militar que concluísse o “curso de paraquedismo” recebia o distintivo do curso, vulgo “brevet” e a boina verde. Desde então quem conclui o “curso de paraquedismo”, recebe apenas o “brevet” (não recebe a boina verde), e não vai prestar serviço em unidades paraquedistas, mas sim em outras unidades do Exército (Operações Especiais, por exemplo) ou mesmo de outro ramo das Forças Armadas (Destacamento de Acções Especiais do Corpo de Fuzileiros da Marinha, por exemplo). Os militares que terminam com sucesso o “curso de paraquedista”, esses sim, além do “brevet” recebem a boina verde e vão prestar serviço nas unidades paraquedistas. Simplificando, a formação aeroterrestre e o número de saltos realizados são iguais em ambos os cursos, o de paraquedista - que concede a boina verde - tem ainda uma outra componente, táctica.

Especialidade Paraquedista da Força Aérea. Este ramo não dispõe de Armas e Serviços como o Exército, mas sim Especialidades. Até 31 de Dezembro de 1993, a Especialidade Paraquedista da Força Aérea, para oficiais, recebia do Exército os voluntários oriundos da Escola do Exército/Academia Militar, que passavam a ocupar vagas nesta Especialidade, independentemente da Arma ou Serviço de origem. Podiam sempre regressar à sua Arma ou Serviço no Exército, a seu pedido ou por decisão da Força Aérea/Tropas Paraquedistas.

Boina verde, condições de uso. Entre 1955 e 1993 a boina verde foi usada por quem terminava o curso de paraquedismo e depois mantinha a qualificação, isto é, realizava um determinado número de saltos anualmente ou semestralmente; Entre 1993 e 2019, a boina verde foi usada por todos os que tinham concluído o curso de paraquedismo, independentemente da data do curso e de manterem ou não a qualificação; entre 2019 e 2022, o uso da boina foi drasticamente restringido aos que a tinham conquistado e estavam colocados em 3 unidades, chamadas “da especialidade” (RParas, RI 10 e RI 15); entre 2022 e a actualidade o n.º de unidades e situações em que quem a conquistou pode usar a boina verde, foi alargado, bem assim como as ocasiões especiais em que se pode usar. Mantem-se infelizmente inalterável desde 1994, que quem conquistou a boina verde e a pode usar nos termos definidos nas sucessivas normas, não é obrigado a manter a qualificação paraquedista. Porque a conquistou e está colocado numa “unidade da especialidade”, pode usar a boina mesmo que não salte, nada no Despacho do CEME que regula este assunto (DESPACHO N.º 107/2002 CEME, USO DE BOINAS E DISTINTIVOS DE CURSOS, QUALIFICAÇÕES E FUNÇÕES), o impede.

 

Oficiais generais

Até 1999, no Exército e na Força Aérea, os postos de oficial general eram: brigadeiro; general e general de 4 estrelas, com distintivos de duas, três e quatro estrelas prateadas, respectivamente; desde então passaram a ser: brigadeiro-general; major-general; tenente-general; e general, tendo como distintivos, uma, duas, três e quatro estrelas, prateadas, respectivamente. Actualmente, general é o posto do Chefe de Estado-Maior do ramo e se for Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, usa as mesmas quatro estrelas, mas douradas. Na Marinha os postos de oficial general são: comodoro; contra-almirante; vice-almirante e almirante.

No Exército, o militar ao ser promovido a oficial general deixa de ter Arma ou Serviço e passa a integrar o Corpo de Oficiais Generais. Na Força Aérea e na Marinha mantêm-se na Especialidade e Classe, respectivamente, a que já pertenciam.  

 

Paraquedistas oficiais generais

Ao contrário dos que pensam haver (ou ter havido) “generais paraquedistas a mais”, julgo que é benéfico para as Tropas Paraquedistas haver oficiais generais paraquedistas, especialmente no comando da Brigada de Reação Rápida, mas muito também em outros comandos do Exército. Na Força Aérea a organização paraquedista tinha muita autonomia, estava toda na dependência de um único oficial general para praticamente todos os aspectos. Agora a realidade não raras vezes é muito diferente e a acção de muitos comandos/direcções do Exército na vida das Tropas Paraquedistas é frequente. Sem paraquedistas ao longo da hierarquia do ramo terrestre – mesmo que os generais também cumpram ordens e não são omnipotentes como alguns julgam – decisões são tomadas em muitos patamares que interferem nas Tropas Paraquedistas sem conhecimento de particularidades destas forças e da idiossincrasia própria dos boinas verdes. Nem todos os generais foram iguais. Tiveram actuações diferentes consoante a sua maneira de ser e as circunstâncias próprias do seu tempo e colocação. Nada mais nada menos do que aconteceu, acontece e acontecerá, com todos os outros paraquedistas, oficiais, sargentos e praças. 

1975 - 1993

O primeiro oficial general português especializado em paraquedismo militar, foi Armindo Martins Videira (Paraquedista militar português n.º 1) em 1975, ano da sua promoção ao posto de brigadeiro. Note-se, no entanto, que Martins Videira à data da promoção não estava ligado às Tropas Paraquedistas. Tinha regressado ao Exército em 1974 como coronel – à sua Arma de origem, a Infantaria – foi promovido a brigadeiro em Dezembro de 1975 e nomeado para um comando no Exército.  

Em 1980, Heitor Hamilton Almendra (Paraquedista militar português n.º 479) oficial oriundo da Arma de Cavalaria do Exército, foi promovido a brigadeiro, estando colocado na Força Aérea e a desempenhar funções no âmbito da Especialidade Paraquedista. Foi, portanto, o primeiro paraquedista militar português a desempenhar funções de oficial general envergando a boina verde e no comando de um órgão das tropas paraquedistas, o Corpo de Tropas Paraquedistas. Uma nota para referir que em 1975 Heitor Almendra, sendo tenente-coronel (e coronel graduado desde 1974), havia sido graduado em general (3 estrelas) para desempenhar funções de Comandante-Chefe das Forças Armadas Portuguesa em Angola, Adjunto. Regressado à Metrópole em Novembro de 1975, voltou a envergar os galões de tenente-coronel.

Em 1982, estando colocado no Gabinete do Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, foi promovido a brigadeiro, Rafael Ferreira Durão (Paraquedista militar português n. º11), oriundo da Arma de Cavalaria do Exército. Integrou a Especialidade Paraquedista mesmo sem desempenho de funções nestas tropas.  Foi assim o segundo oficial paraquedista a atingir este posto na Força Aérea, estando, no entanto, desligado do Corpo de Tropas Paraquedistas.

Em 1983 foi promovido a brigadeiro, Fausto Pereira Marques (Paraquedista militar português n.º 3), oriundo da Arma de Infantaria, o qual tinha regressado ao Exército como coronel paraquedista em 1975. Estava assim na data de promoção a prestar serviço no Exército, sem qualquer ligação às tropas paraquedistas. Em 1988 Fausto Marques, sempre no Exército, é promovido a general (três estrelas), tornando-se assim, até essa data, no militar português especializado em paraquedismo que maior patente tinha alcançado.  

Em 1985 atinge o posto de brigadeiro, na Especialidade Paraquedista da Força Aérea, Raúl François Ribeiro Carneiro Martins (Paraquedista militar português n.º 724), oriundo da Arma de Artilharia do Exército, o qual substitui Heitor Almendra no Comando do CTP, tornando-se o segundo boina verde a desempenhar estas funções.

Em 1990 assume este comando o brigadeiro José Agostinho de Melo Ferreira Pinto (Paraquedista militar português n.º 2668), oriundo da Arma de Infantaria do Exército – também na Especialidade Paraquedista da Força Aérea, o qual se torna assim no 3.º e último comandante do CTP. Competiu-lhe a missão de gerir a mudança de ramo das Tropas Paraquedistas, da Força Aérea para o Exército, nos termos da decisão política de 1991 do XII Governo Constitucional, sendo ministro da Defesa Nacional, Joaquim Fernando Nogueira.

Encerrava-se assim um ciclo, o das Tropas Paraquedista na Força Aérea Portuguesa, durante o qual, entre 1975 e 1993, 6 oficiais especializados em paraquedismo militar tinham atingido postos de oficial general. Destes apenas três para o desempenho de funções nas Tropas Paraquedistas: Heitor Almendra, François Martins e Ferreira Pinto.

1994-2006

Aqui chegados, a 1 de Janeiro de 1994, agora no Exército, os oficiais paraquedistas oriundos da Academia Militar foram integrados nas suas Armas e Serviços. No ramo terrestre não há “quadro de origem” como na Força Aérea. Mesmo quando um militar especializado em paraquedismo fica inapto ou desiste de saltar, mantêm-se no mesmo quadro especial, na mesma Arma ou Serviço a que pertence ou no Corpo de Oficiais Generais.

Entra-se numa nova fase da história das tropas paraquedistas em que vários oficiais especializados em paraquedismo vão alcançar posto de oficiais generais, mas a maioria fora do Comando das Tropas Aerotransportadas/Brigada Aerotransportada Independente (CTAT/BAI).  Quando se diz "em conversa de café" que muitos paraquedistas chegaram a generais no Exército, é verdade, mas... No CTAT/BAI, chegaram, como antes no CTP/BRIPARAS, um de cada vez. O que houve realmente como vamos ver foram mais situações – como aliás antes sucedeu com Videira, Durão e Fausto Marques – em que oficiais especializados em paraquedismo foram promovidos fora da organização paraquedista e naturalmente nenhum regressou.

Assim, nos anos seguintes, entre 1994 e 2005, comandaram o CTAT/BAI:

José Agostinho de Melo Ferreira Pinto (que se manteve de 1990 a 1995); José Manuel Garcia Ramos Lousada (1995-1997 - Paraquedista militar português n.º 3375); Manuel Bação da Costa Lemos (1997-2000 - Paraquedista militar português n.º 3536); Cristóvão Manuel Furtado Avelar de Sousa (2000-2003 - Paraquedista militar português n.º 3532); Eduardo Manuel de Lima Pinto (2003-2005 - Paraquedista militar português n.º 9658), todos promovidos na Arma de Infantaria.

Destes oficiais generais, transitaram para a Reserva depois do desempenho de funções, Ferreira Pinto, Ramos Lousada e Avelar de Sousa. Foram promovidos a tenente-general, Bação Lemos, em 2001 chegando a desempenhar o cargo de Vice-Chefe do Estado-Maior do Exército e Lima Pinto, em 2007, que foi Comandante do Pessoal do Exército.

Um outro oficial foi promovido na Arma de Infantaria a major-general em 2000 e depois a tenente-general em 2003, Armando de Almeida Martins (Paraquedista militar português n.º 4507), mas não prestou serviço no CTAT/BAI tendo terminado a carreira como Governador Militar de Lisboa. Foi por sinal o último Governador Militar de Lisboa em 2006 quando a organização do Exército extinguiu as Regiões Militares e outros comandos de natureza territorial como era o caso.

Outros oficiais especializados em paraquedismo militar foram promovidos a major-general até 2005, mas nunca desempenharam funções como oficiais generais nas Tropas Paraquedistas:

Carlos Valdemiro do Espírito Santo (Paraquedista militar português n.º 2465), na Arma de Artilharia, promovido em 1995; Norberto Crisante de Sousa Bernardes (Paraquedista militar português n.º 7373), promovido em 2001; António Manuel Oliveira de Figueiredo (Paraquedista militar português n.º 7371), promovido em 2002; Carlos Manuel Chaves Gonçalves (Paraquedista militar português n.º 10140), promovido em 2003; Hugo Eugénio dos Reis Borges (Paraquedista militar português n.º 9659), promovido em 2003, todos na Arma de Infantaria.

Neste segundo período da vida da organização paraquedista, entre 1994 e 2006, 10 paraquedistas alcançaram postos de oficiais generais, 4 deles em funções nas Tropas Paraquedistas.

2006-2026

Em 2006 começa um novo ciclo na vida das Tropas Paraquedistas Portuguesas. São extintos no Exército os comandos de natureza territorial e assim também o CTAT, uma entidade inspirada no antigo CTP da Força Aérea que ainda dava alguma autonomia às Tropas Paraquedistas no ramo terrestre. A Brigada Aerotransportada, também extinta, dá lugar a uma Brigada de Reação Rápida (BrigRR), composta por várias forças e não apenas paraquedistas. Os paraquedistas “perdem” nesta reorganização o único cargo de oficial general no Exército que tinha sido sempre desempenhado por um boina verde. O comandante da BrigRR vai passar a ser um oficial general especializado ou não em paraquedismo militar.

Como primeiro comandante desta brigada manteve-se o major-general Lima Pinto, seguiu-se Carlos António Corbal Hernandez Jerónimo (Paraquedista militar português n.º 14880) promovido a major-general na Arma de Infantaria em 2006, mais tarde promovido a tenente-general e a general em 2014, Chefe do Estado-Maior do Exército. O primeiro boina verde – e até hoje o único – que atingiu as 4 estrelas prateadas.

Seguiu-se o major-general Raúl Luís de Morais Ferreira da Cunha (Paraquedista militar português n.º 34234), em 2009, havia sido promovido em 2004, na Arma de Infantaria. Raúl Cunha é o primeiro comandante da BrigRR que não era originalmente da Especialidade Paraquedista da Força Aérea uma vez que conquistou a boina verde em Setembro de 1993, como oficial do Exército com o Curso de Comandos, destinado ao CTAT/BAI.  Seguiu-se um período em que o comando da brigada não foi atribuído a um paraquedista e o último major-general boina verde a comandar a brigada foi Carlos Alberto Grincho Cardoso Perestrelo (Paraquedista militar português n.º 25202), promovido na Arma de Infantaria em 2014 e que havia integrado a Especialidade Paraquedista na Força Aérea até 1993. Comandou a BrigRR até 2017, seguindo-se um longo período de 8 anos em que nenhum boina verde voltou a comandar esta grande unidade.

Em 2018 o comando das brigadas do Exército passou a ser atribuído a brigadeiros-generais e na BrigRR esse comando foi assumido por oficiais deste posto todos promovidos na Arma de Infantaria. Um com o Curso de Comandos e 4 com o Curso de Operações Especiais. Destes últimos um, o brigadeiro-general Raul José Felisberto Matias, tinha um curso de paraquedismo militar – desconheço se foi realizado em Portugal ou no estrangeiro, o seu nome não consta na listagem dos cursos – e manteve a qualificação apenas entre 1995 e 1997. Nunca terá usado a boina verde, mesmo quando comandou a BrigRR.

Em 2025, finalmente, um boina verde volta ao comando da BrigRR, o brigadeiro-general Paulo Luís Almeida Pereira (Paraquedista militar português n.º 32993), promovido na Arma de Infantaria. É um dos oficiais do último curso da Academia Militar que ainda integrou a Especialidade Paraquedista da Força Aérea. Concluiu o curso de paraquedismo militar em 1992 e integrou depois o CTP até à transferência para o Exército.

 

Neste período no Exército vários oficiais especializados em paraquedismo, uns que ainda integraram a respectiva especialidade na Força Aérea, outros não, foram promovidos a diversos postos de oficial-general, mas não desempenharam funções nem na Brigada Aerotransportada nem na Brigada de Reação Rápida.    

Em 2008 foi promovido o major-general António Manuel Cameira Martins (Paraquedista militar português n.º 12653); em 2010 o major-general Agostinho Dias da Costa (Paraquedista militar português n.º 14151); em 2013 o major-general Nuno Augusto Teixeira Pires da Silva (Habilitado com um curso de paraquedismo militar estrangeiro reconhecido e considerado com equivalência técnica e física ao curso de paraquedismo militar do CTP/Força Aérea  em 1993) e em 2014 o major-general José Manuel Lopes dos Santos Correia (Paraquedista militar português n.º 25216), todos da Arma de Infantaria do Exército. Excepto Pires da Silva foram todos da Especialidade Paraquedista da Força Aérea com longas carreiras nas Tropas Paraquedistas. Pires da Silva, fez parte da sua carreira nas Tropas Paraquedistas, viria a ser promovido a tenente-general em 2019. Santos Correia também seria promovido a tenente-general em 2019 e em 2022 foi nomeado Comandante-Geral da Guarda Nacional Republicana, acabando por ser o último oficial general do Exército a comandar esta força de segurança de natureza militar.  

 

Em 2018 foi promovido na Arma de Infantaria a brigadeiro-general José Manuel Duarte Costa (Habilitado com um curso de paraquedismo militar estrangeiro reconhecido e considerado com equivalência técnica e física ao curso de paraquedismo militar do CTP/Força Aérea em 1993). Duarte Costa, antes da promoção a oficial-general, fez parte da sua carreira nas Tropas Paraquedistas, manteve a qualificação paraquedista exigida e ainda se qualificou para saltos de abertura manual.

Em 2018 foi promovido a brigadeiro-general Henrique José Pereira dos Santos (Paraquedista militar português n.º 35063), em 2023 José Alberto Dias Martins (Paraquedista militar português n.º 36620), em 2026 José Carlos Vicente Pereira (Paraquedista militar português n.º 34689), todos na Arma de Artilharia, tendo em 2024 Dias Martins sido promovido a major-general. Estes oficiais generais especializaram-se em paraquedismo militar e conquistaram a boina verde no decurso da carreira militar, todos no período do Exército. Assim o tempo de serviço nas Tropas Paraquedistas foi variável e como oficiais generais não comandaram as Tropas Paraquedistas.

Em 2024 foi graduado em brigadeiro-general Miguel António Pereira da Silva (Paraquedista militar português n.º 32996), na Arma de Infantaria, o qual também ainda integrou a Especialidade Paraquedista da Força Aérea em 1992, data em que conquistou a boina verde, sendo promovido em 2025.

Neste último período, entre 2006 e 2026, 13 paraquedistas alcançaram postos de oficiais generais, 4 dos quais em funções de comando nas Tropas Paraquedistas.

PSP, GNR e Marinha

Dois oficiais paraquedistas da Especialidade Paraquedista da Força Aérea, oriundos da Arma de Infantaria, transitaram para a Polícia de Segurança Pública e nesta força de segurança de natureza civil alcançaram postos que se podem considerar equivalentes a oficiais generais. Foram os Superintendentes-Chefes Francisco Ascensão Santos (Paraquedista militar português n.º 9123) e Levy da Silva Correia (Paraquedista militar português n.º 11930), ambos promovidos em 2007. Aposentaram-se na PSP.

Oficiais do Curso da Guarda Nacional Republicana na Academia Militar foram paraquedistas militares, tendo até agora dois atingido postos de oficiais generais. Paulo Jorge Alves Silvério (Paraquedista militar português n.º 31043), foi promovido a brigadeiro-general em 2021, major-general em 2022 e tenente-general em 2023 (é o 2.º Comandante-Geral da GNR); Pedro Emílio da Silva Oliveira (Paraquedista militar português n.º 29946), promovido a brigadeiro-general em 2022, a major-general em 2023 e a tenente-general em 2026 (é o Comandante Operacional da GNR).

Por último, na Marinha, o Comodoro Rogério Paulo Figueira Martins de Brito (Paraquedista militar português 40364), graduado em 2022 e promovido em 2024, antigo comandante do Destacamento de Acções Especiais do Corpo de Fuzileiros, fez o curso de paraquedismo militar em Tancos, é hoje comandante do Corpo de Fuzileiros.

Nota final. É pouco provável, mas descarto que possa ter havido mais algum oficial general paraquedista depois da transferência para o Exército e que o(s) tenha esquecido. As fontes escritas e as pessoas que consultei, levam-me a acreditar que não, mas se assim for, agradeço essa informação (para info.operacional.prt@gmail.com) e peço naturalmente desculpa aos leitores e aos eventuais esquecidos.

Miguel Silva Machado, 10MAR2026

 

 

Fontes:

Soares, Alberto Ribeiro, “Os Generais do Exército” (vários volumes) Biblioteca do Exército, Lisboa.

Diários da República

Listas de Antiguidades de Oficiais

Site www.paraquedistas.com.pt de Filipe Morais

 

Apoio: António Sucena do Carmo

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