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NÃO OS ESQUECEMOS! Em PESO DA RÉGUA e MOGADOURO

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Monumento aos Combatentes em Mogadouro do escultor Hélder de Carvalho Hoje, 24 de Janeiro de 2026, em Peso da Régua e Mogadouro, os boinas verdes caídos na Bósnia e Herzegovina ao serviço de Portugal, foram lembrados nesta data em que se assinalaram 30 anos da sua morte. Familiares dos Primeiros-Cabos Paraquedistas Rui Manuel Reis Tavares e Alcino José Lázaro Mouta e muitos camaradas desses tempos da primeira missão do Exército naquele país europeu, prestaram-lhes sentida homenagem Peso da Régua Pelas 10H30 da manhã, no cemitério de Peso da Régua, onde está sepultado Rui Tavares, presentes os seus pais, filho, nora e neto, amigos da Família, os pais e irmãs de Alcino Mouta e 80 camaradas de armas, a maioria boinas verdes veteranos da missão na Bósnia, alguns com as suas famílias. Em representação do Brigadeiro General Comandante da Brigada de Reação Rápida, em ambas as cerimónias deste dia, presente o Capitão Paraquedista Luís Lopes do 2.º Batalhão de Infantaria Paraquedista / Regim...

MOTEL SLJEME TROGIR, A CAMINHO DE SARAJEVO, 05/06JAN1996

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Foto de 6 de Janeiro de 1996, quando saímos para Sarajevo.  Quando parti de Lisboa para Sarajevo a 5 de Janeiro de 1996, integrado no “Destacamento de Ligação” – às estruturas multinacionais – da Missão das Forças Armadas Portuguesas na Implemetation Force da NATO na Bósnia e Herzegovina, passamos a primeira noite na Croácia. Na altura não liguei muito ao local, tirei umas fotografias, a preocupação era o dia seguinte, o destino, Sarajevo. Chegamos a Split desde Lisboa, via Zagreb, em voo comercial, primeiro na Lufthansa e depois da capital croata na Air Croácia. Só no dia seguinte para Sarajevo o trajecto seria em avião militar, um C-130 da Força Aérea francesa.   No Aeroporto de Split a caminho do C-130 que nos levaria a Sarajevo Com o passar dos anos e olhando para as fotos – nas quais o nome do hotel não constava – interessei-me por esta primeira noite e comecei a procurar. Não foi fácil, mas o Google faz milagres e lá dei com o “Motel Sljeme Motel". E afinal, nos se...

Conferência, "O essencial da História das Tropas Paraquedistas Portuguesas, 1955-2025"

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Aqui deixo o vídeo e algumas fotos – da autoria do Armando Dinis Marques – sobre a Conferência que proferi no passado dia 20 de Outubro de 2025, no Palácio da Independência em Lisboa. Clicar em: https://www.youtube.com/watch?v=-19ol5mxMj0&t=2174s Renovo os meus agradecimentos ao Instituto Bartolomeu de Gusmão e à Sociedade Histórica da Independência de Portugal a oportunidade que me deram de apresentar este tema ao qual me dedico pelo menos desde os anos 90 do século passado;   Um especial agradecimento também a cada um e a todos os que quiseram estar presentes no Salão Nobre da SHIP, quer aos amigos quer aqueles que não conhecia mas se interessam pelo assunto e ali estiveram, fico reconhecido. Fiquei ainda sensibilizado por ver na sala, dois oficiais da Força Aérea Portuguesa com elevadas responsabilidades na preservação e divulgação do seu acervo histórico, o Coronel Carlos Mouta Raposo, Director do Museu do Ar e o Coronel Caixeiro António, Director do Arquivo Histórico d...

NOVO COMANDANTE DA BRIGADA DE REACÇÃO RÁPIDA DO EXÉRCITO PORTUGUÊS

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Para memória futura.. Fique claro nisto que escrevo, não estão em causa pessoas nem amizades, tive e tenho boas relações pessoais com oficiais não-paraquedistas e más com paraquedistas! Mas as coisas são o que são…e têm significado. Desde a sua criação em 2005/6 a  Brigada de Reação Rápida  (BrigRR) foi, até ontem, comandada por três oficiais generais oriundos das Tropas Paraquedistas (PARAQ), a especialidade com efectivos mais numerosos e com mais unidades regimentais; dois oriundos dos Comandos (CMDO); e nada menos que cinco oriundos das “OE – Operações Especiais”.   O último oficial general boina verde – ainda um Major-General, Carlos Perestrelo – tinha deixado o Comando da Brigada há 8 anos!   Hoje, 02 de Outubro de 2025, tomou posse o Brigadeiro-General  Paulo Luís Almeida Pereira, oriundo da Arma de Infantaria, oficial que concorreu às Tropas Paraquedistas quando estas estavam na Força Aérea Portuguesa, concluiu o Curso de Paraquedismo Militar em Outu...

EM DEFESA DOS HERÓIS DO ULTRAMAR E DE UM MUSEU NACIONAL DA GUERRA DO ULTRAMAR

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  Em Portugal temos alguma facilidade em homenagear os mortos, mas muita dificuldade em honrar os vivos. Quando se pretende homenagear, destacar um indivíduo, há sempre alguém que esgrima imediatamente com um qualquer facto menos abonatório da pessoa em causa, não raras vezes até meras suspeitas, e/ou, apresenta-se logo uma, duas ou mais outras pessoas, que esses sim, deveriam ser alvo da dita homenagem. Honra aos heróis Está no sangue português e qualquer leitor do maior poeta português de sempre, Camões - talvez apareça já alguém a dizer que não foi...há outros - sabe bem que a palavra “inveja” percorre várias estrofes. Não só, mas é também por este sentimento, a que se acrescenta a influência das ideologias de matriz marxista, que muitos dos heróis na Guerra do Ultramar, combatentes de excepção, mesmo os que foram distinguidos com ordens e medalhas militares da mais elevada precedência, continuam hoje no esquecimento. E muitos ainda vivos o que é mais doloroso de ver, esqu...